terça-feira, 17 de janeiro de 2012
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Curtindo as férias no playcenter
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
“Nosferatu - Uma Sinfonia do Horror”
Ao invés de Conde Drácula, Nosferatu é Conde Orlok, uma das mais fiéis representações filmicas do vampiro. Alto,
esguio, esquálido, com orelhas, nariz e dentes pontiagudos, Murnau consegue representar
com sucesso a figura do personagem macabro de Stoker. Na verdade, o horror se transfigura em Nosferatu. É a própria
representação (e expressão imagética) do Mal e do estranhamento sugerido pela
figura mítica do vampiro. Oconteúdo do Mal se
exprime com vigor na forma de
apresentação do personagem. De fato, nunca o cinema de horror conseguiu
expressar com tanta fidelidade a dimensão macabra da lenda do vampiro como
em Nosferatu, de F.W. Murnau.
Nosferatu vive nas sombras e na escuridão. É um ser noturno, de
um mundo das trevas, perdido no passado de uma terra distante (a Transilvânia).
A própria narrativa de Nosferatu destaca que o
vampiro é uma criatura da noite. “Os fantasmas da noite parecem reviver das
sombras do castelo” – diz o narrador de Nosferatu. É na escuridão que está o horror do vampiro. É
interessante que a lenda do vampiro se difunde nos primórdios da sociedade
tecnológica, da II Revolução Industrial, onde a invenção da eletricidade – ou
da lâmpada elétrica, em 1879 - deu o “golpe de misericórdia” nos poderes da
noite e da escuridão (embora, é claro, segundo a lenda, apenas a luz do sol
pudesse matar o vampiro).
O filme Nosferatu, além do par antitético luz-escuridão, possui outra par
antitético: vida-morte. É na estalagem próximo do castelo de Orlock que Hutter encontra o livro que
irá carregar até Wisborg. Apesar de ser
incrédulo e caçoar das superstições dos aldeões, Hutter irá se apegar a esse livro (o que demonstra que o
destemor de Hutter apenas oculta um
sentimento ambíguo diante do desconhecido) . O livro chama-se “Os Vampiros -
Terríveis Fantasmas – Magia e os 7 Sinais da Morte”. Os aldeões temem a noite,
pois ela representa o desconhecido, e diante do terror de Orlock, a morte. Ao pedir
aos cocheiros que o levem até o Conde Orlock, logo após o pôr do sol, Hutter recebe logo a resposta deles:“Pode nos pagar qualquer
coisa. Não prosseguiremos de jeito nenhum”. Uma atitude que se contrasta com a
disposição de Hutter de ir até a Transilvania na perspectiva de
ganhar muito dinheiro.O Gabinete do Doutor Caligari
Um dos filmes mais importantes da história do cinema. Um influenciador de gerações. Um trabalho que marcou época e é assistido com veemência até os dias atuais. Este é O Gabinete do Doutor Caligari, filme alemão de 1920 que, hoje, não tão longe de completar um século de existência, mostra-se completo e mais interessante que... bem, que quase tudo lançado atualmente. Infelizmente este é um filme ainda raro de se achar (só não mais porque o mercado de DVD realmente está enorme), e há várias versões do filme, que variam muito de duração.
A história, para situá-lo: o doutor Caligari é um médico que viaja por feiras de aberrações e afins com o sonâmbulo Cesare (uma figura assustadoramente bizarra) que, segundo ele, está há 23 anos dormindo. Sua próxima apresentação é numa pequena cidade na fronteira com a Holanda. Na primeira noite de sua exibição, Cesare é acordado por Caligari e faz uma previsão pessimista para um dos espectadores: ele morrerá na noite que está chegando. Sua previsão é certeira, e a morte do homem está relacionada a uma série de crimes de assassinato no local. Cesare e Caligari são logos vistos como suspeitos, obviamente. O resultado final é inesperado: os motivos pelos quais as coisas acabaram acontecendo formam um dos primeiros finais-surpresa do cinema, que é melhor explicado através de flashbacks de forma magnífica.
O filme é considerado pela grande maioria dos entendedores de cinema como o primeiro do gênero terror. Com cenários escuros e medonhos (mais sobre eles mais para frente), trilha sonora bem realizada (mais sobre ela mais para frente) e maquiagem inspirada para o obscuro, pode render bons calafrios. Cesare é um personagem que consegue passar uma forte impressão sem sequer abrir a boca durante todo o filme. Seu olhar é congelante, seus movimentos frios. É por causa dele que o filme é pertencente a tal gênero. Caligari é seu manipulador, claro, mas a marionete é a personagem assustadoramente bizarra nesse caso.
Conrad Veidt, ator que interpretou Cesare, possui enorme filmografia. Depois de Caligari, repetiu inúmeras vezes papéis parecidos, representando personagens tenebrosos. Morreu cedo, aos 50 anos, nos Estados Unidos, em 1943. Naquele mesmo ano teve seu último filme lançado, Above Suspicion, uma obra dirigida por Richard Thorpe (diretor que filmou cenas de O Mágico de Oz, que mais tarde foram jogadas fora). Para Conrad, sua carreira foi o famoso e tão comum caso de reprisar o seu papel de maior sucesso muitas e muitas vezes. Já Werner Krauss atua como um lunático, alguém de duas caras. Seu personagem é mais complexo que Cesare, segredos e falsidade estão dentro dele e sua expressão, quando outros personagens lhe dão as costas, demonstram bem isso.
Embora tenha personagens notáveis, o maior marco do filme foi ter inaugurado no cinema o movimento conhecido como “Expressionismo Alemão”, que durou de 1919 até 1924, mas influenciou gerações após esse período. É bem evidente o estilo do filme: ângulos irregulares nos cenários (em sua maioria construídos de papel, com sombras pintadas), formas esquisitas, desproporcionais, maquiagem forte, gestos exagerados por parte dos atores, expressões fortes, enfim, são características que deram ao cinema novas possibilidades, novos sentidos, um clima mais misterioso. O Gabinete do Doutor Caligari (juntamente com outros filmes, como Nosferatu, de F.W. Murnau) influenciou inúmeros outros diretores mais para frente, como Fritz Lang, que lançou Metrópolis e M - O Vampiro de Dusseldorf com essa linguagem visual. Lang, aliás, foi cogitado a dirigir este filme, porém acabou escolhendo outro trabalho. Robert Wiene, então, pegou o cargo.
Outra característica marcante do filme é sua excitante trilha sonora. Nos momentos mais tensos, ela consegue criar uma magnífica conjunção com as imagens. O ataque do assassino a uma mulher, por exemplo, é contemplado com uma música que serve para criar um clima ainda mais tenso, quase de gelar a espinha. Claro que para conseguir absorver tal sensação é necessário uma certa doação por parte do espectador, que atualmente pode ser tão facilmente distraído caso não encontre rapidamente sustos articificais (99% dos filmes de terror atuais apenas apresentam sustos desse tipo).
Infelizmente, como já foi comentado, a versão que assisti é a menor das conhecidas. Faz parte de um pacote sobre o Expressionismo Alemão lançado por uma distribuidora de DVDs nacional, a Continental Home Video. O filme acaba perdendo bastante, muitos personagens são mal desenvolvidos (a noiva, por exemplo) e, claro, fica-se a pensar o que mais teríamos para assistir além do já apresentado. É normal filmes tão antigos terem várias versões, muitos deles sofriam pressão de autoridades para terem partes cortadas ou censuradas – isso acontecia até há muito pouco tempo, imagine então naquela época. Eventualmente pode ser que seja lançada aqui uma versão integral ou pelo menos uma maior desse que é um clássico absoluto, um dos filmes responsáveis por construir a história do cinema. O primeiro filme de terror!
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O Auto da Compadecida - 25/01/2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
Tempos Modernos - Charlie Chaplin
Tempos Modernos
TÍTULO DO FILME: TEMPOS MODERNOS (Modern Times, EUA 1936)DIREÇÃO: Charles Chaplin
ELENCO: Charles Chaplin, Paulette Goddard, 87 min. preto e branco, Continental

RESUMO
Trata-se do último filme mudo de Chaplin, que focaliza a vida urbana nos Estados Unidos nos anos 30, imediatamente após a crise de 1929, quando a depressão atingiu toda sociedade norte-americana, levando grande parte da população ao desemprego e à fome.
A figura central do filme é Carlitos, o personagem clássico de Chaplin, que ao conseguir emprego numa grande indústria, transforma-se em líder grevista conhecendo uma jovem, por quem se apaixona. O filme focaliza a vida do na sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. É uma crítica à "modernidade" e ao capitalismo representado pelo modelo de industrialização, onde o operário é engolido pelo poder do capital e perseguido por suas idéias "subversivas".
Em sua Segunda parte o filme trata das desigualdades entre a vida dos pobres e das camadas mais abastadas, sem representar contudo, diferenças nas perspectivas de vida de cada grupo. Mostra ainda que a mesma sociedade capitalista que explora o proletariado, alimenta todo conforto e diversão para burguesia. Cenas como a que Carlitos e a menina órfã conversam no jardim de uma casa, ou aquela em que Carlitos e sua namorada encontram-se numa loja de departamento, ilustram bem essas questões.
Se inicialmente o lançamento do filme chegou a dar prejuízo, mais tarde tornou-se um clássico na história do cinema. Chegou a ser proibido na Alemanha de Hilter e na Itália de Mussolini por ser considerado "socialista". Aliás, nesse aspecto Chaplin foi boicotado também em seu próprio país na época do "macartismo".
Juntamente com O Garoto e O Grande Ditador, Tempos Modernos está entre os filmes mais conhecidos do ator e diretor Charles Chaplin, sendo considerado um marco na história do cinema.
CONTEXTO HISTÓRICO
Em apenas três anos após a crise de 1929, a produção industrial norte-americana reduziu-se pela metade. A falência atingiu cerca de 130 mil estabelecimentos e 10 mil bancos. As mercadorias que não tinham compradores eram literalmente destruídas, ao mesmo tempo em que milhões de pessoas passavam fome. Em 1933 o país contava com 17 milhões de desempregados. Diante de tal realidade o governo presidido por H. Hoover, a quem os trabalhadores apelidaram de "presidente da fome", procurou auxiliar as grandes empresas capitalistas, representadas por industriais e banqueiros, nada fazendo contudo, para reduzir o grau de miséria das camadas populares. A luta de classes se radicalizou, crescendo a consciência política e organização do operariado, onde o Partido Comunista, apesar de pequeno, conseguiu mobilizar importantes setores da classe trabalhadora.
Nos primeiros anos da década de 30, a crise se refletia por todo mundo capitalista, contribuindo para o fortalecimento do nazifascismo europeu. Nos Estados Unidos em 1932 era eleito pelo Partido Democrático o presidente Franklin Delano Roosevelt, um hábil e flexível político que anunciou um "novo curso" na administração do país, o chamado New Deal. A prioridade do plano era recuperar a economia abalada pela crise combatendo seu principal problema social: o desemprego. Nesse sentido o Congresso norte-americano aprovou resoluções para recuperação da indústria nacional e da economia rural.
Através de uma maior intervenção sobre a economia, já que a crise era do modelo econômico liberal, o governo procurou estabelecer certo controle sobre a produção, com mecanismos como os "códigos de concorrência honrada", que estabeleciam quantidade a ser produzida, preço dos produtos e salários. A intenção era também evitar a manutenção de grandes excedentes agrícolas e industriais. Para combater o desemprego, foi reduzida a semana de trabalho e realizadas inúmeras obras públicas, que absorviam a mão-de-obra ociosa, recuperando paulatinamente os níveis de produção e consumo anteriores à crise. O movimento operário crescia consideravelmente e em seis anos, de 1934 a 1940, estiveram em greve mais de oito milhões de trabalhadores. Pressionado pela mobilização operária, o Congresso aprovou uma lei que reconhecia o direito de associação dos trabalhadores e de celebração de contratos coletivos de trabalho com os empresários.
Apesar do empresariado não ter concordado com o elevado grau de interferência do Estado em seus negócios, não se pode negar que essas medidas do New Deal de Roosevelt visavam salvar o próprio sistema capitalista, o que acabou possibilitando possibilitou sua reeleição em duas ocasiões.
Charlie Chaplin
O teatro, muito freqüentado por soldados, não era propriamente um local "seletivo", mas foi onde o pequeno Chaplin pôde demonstrar pela primeira vez o seu grande talento para a interpretação.
Os primeiros anos da vida de Chaplin se passaram em orfanatos, e foi neles onde Chaplin encontrou todos os elementos que utilizaria mais tarde nos roteiros dos filmes que dirigiu e interpretou. Essa primeira etapa da sua vida não tinha o humor nem a ironia com a qual o cineasta sensibilizou o público do mundo inteiro.Felizmente, Chaplin acabou construindo a sua vida com a única coisa positiva que poderia ter herdado da sua família: a paixão pelo teatro. Graças a seu pai, comemorou o seu oitavo aniversário contratado por uma companhia de bailarinos chamada Eight Lancashire Lads. Pouco depois, a morte de seu pai e a internação da sua mãe em um sanatório marcariam a vida de Chaplin profundamente. Nessa época assinou seu primeiro contrato estável como ator, interpretando um mensageiro em uma versão de Sherlock Holmes. Com esse trabalho, melhorou sua situação financeira. Nesse mesmo ano conseguiu um emprego no Circo Casey, onde pôde desenvolver as suas habilidades cômicas. Já na primeira apresentação, conseguiu arrancar sonoras gargalhadas do público pela maneira desesperada com a qual recolhia as moedas atiradas à arena.
O adolescente Chaplin conseguiu um lugar na companhia do acrobata Fred Karno, apresentado por seu irmão Sidney. Karno, que fazia sucesso com espetáculos de mímica, chegou a ter cinco companhias, apresentando-se em todas simultaneamente. Chaplin rapidamente superou o artista Harry Weldon, com quem dividia o número e, em 1909, teve a sua primeira temporada em Paris.
Pensamento | |
![]() | "Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria." |
Chegando em Paris, conheceu os favores das prostitutas, e a cidade onde os irmãos Lumiére, George Méliés e Max Linder fizeram nascer a magia do cinematógrafo. Anos mais tarde, Max Linder diria: "Chaplin teve a gentileza de me confessar que os meus filmes o levaram a fazer os seus próprios filmes.Chamou-me de mestre, mas fui eu que tive o prazer de aprender com ele". Naquela época, o mundo das imagens animadas ainda lutava para conseguir uma linguagem própria e um reconhecimento social.
Depois de outra turnê pelo norte da Inglaterra, Karno ascendeu Chaplin a primeiro ator das representações que a companhia faria nos Estados Unidos, em 1910. Toronto e Nova Iorque foram as primeiras paradas desta turnê, antes de prosseguir para o oeste. A Broadway não assimilou o humor inglês, mas Chaplin chamou a atenção de alguns jornais e de um jovem espectador, que nessa época trabalhava para o cinema; era Mack Sennett, que voltaria a encontrar Chaplin dois anos mais tarde, em uma nova turnê pelos Estados Unidos.
Enquanto estava na Filadélfia, em 1913, Chaplin recebeu um telegrama pedindo-lhe que fosse até um escritório no centro da Broadway. Ali funcionava a sede da Keystone Comedy Film Company, onde lhe ofereceram um salário de 150 dólares para que fizesse três filmes por semana. Depois de algumas negociações, Chaplin acabou aceitando o trabalho e, ao chegar em Los Angeles, reencontrou Mack Sennett, que seria seu novo chefe.
"A beleza | ![]() |
Chaplin dividiu camarim com estrelas da casa, como Ford Sterling, Roscoe Arbuckle e Mabel Normand. No início, Chaplin teve que se adaptar ao estilo de Sennett, com perseguições policiais e exibições de insinuantes banhistas. O seu primeiro filme, estreado em fevereiro de 1914, mostrava as aventuras de um personagem cômico na redação de um jornal. Em seu segundo filme, Corrida de automóveis para meninos (1914), criou um personagem que logo seria identificado pelo público. Sennett pediu-lhe que se vestisse de maneira engraçada. "Pensei que poderia usar umas calças muito grandes e uns sapatos enormes, além de uma bengala e um chapéu coco. Queria que tudo fosse contraditório: as calças folgadas, o paletó apertado, o chapéu pequeno e os sapatos enormes. Não sabia se deveria parecer velho ou jovem, mas quando me lembrei que Sennett tinha pensado que eu era bem mais velho, coloquei um bigodinho que me daria alguns anos sem esconder a minha expressão". Assim nasceu o famoso "Tramp" (que os povos dos países de idioma espanhol passaram a chamar de "Carlitos"). As disputas com outros diretores e a ambição dificultaram sua relação com a Keystone, depois de ter filmado 35 longas-metragens em apenas um ano. Não foi difícil conseguir, em 1915, um contrato com a Essanay, a produtora que tinha por estrela principal Gilbert M. Anderson, o famoso Bronco Billy dos primeiros filmes western. A partir desse contrato, Chaplin começou a ganhar 1.250 dólares por semana e uma bonificação extra de 10.000 dólares, com a qual formou uma equipe bastante competente, consolidando uma técnica e um estilo próprios.
Insatisfeito com os estúdios da Essanay em Chicago e em São Francisco, instalou-se em Los Angeles. Desde o primeiro dos quinze filmes que realizou para essa produtora, teve a colaboração de Rollie Totheroth, seu fiel câmera durante sua carreira nos Estados Unidos. Contratou Edna Purviance como primeira atriz dos filmes que realizaria nos próximos quinze anos , logo após ter começado a dirigir, percebeu "que o posicionamento da câmera não era apenas uma questão psicológica, ms também constituía a articulação da cena; na verdade, era a base do estilo cinematográfico". O sucesso de Chaplin foi consolidado pelo contrato com a Mutual em 1916. Em troca de 10.000 dólares semanais e de uma bonificação inicial de 150.000 dólares, Chaplin comprometeu-se a entregar doze curtas-metragens de duas bobinas, dentre os quais estão algumas das sus primeiras obras-primas: "No Armazém" (1916), "Rua da paz" (1917), "O balneário" (1917), "O emigrante" (1917). A produtora colocou um novo estúdio à sua disposição, o Lone Star, e o cineasta pôde trabalhar com liberdade, rodeado por uma equipe de fiéis colaboradores como os atores Eric Campbell, Henry Bergman, Albert Austin e Edna Purviance.
A respeito de seu envolvimento com Edna Purviance, o próprio Chaplin reconheceu na sua autobiografia: "Como Balzac, que achava que uma noite dedicada ao sexo significava a perda de uma página de algum dos seus romances, eu também achava que seria perder um ótimo dia de trabalho nos estúdios".












